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ESGpec integra o Panorama DeepClimate Brasil 2025, mapeamento nacional de deeptechs climáticas

Startup brasileira de tecnologia aplicada à pecuária foi uma das deeptechs que fundamentaram o estudo conduzido pelo Quintessa sobre ciência e inovação para o clima


A ESGpec, deeptech brasileira especializada em sustentabilidade aplicada à pecuária, integra o Panorama DeepClimate Brasil 2025, um estudo nacional que mapeou 254 deeptechs climáticas brasileiras, com foco em ciência, inovação tecnológica e potencial de impacto ambiental. A iniciativa é conduzida pelo Quintessa, em parceria com atores estratégicos do ecossistema de inovação e clima no Brasil.


O que são deeptechs?


No contexto do Panorama DeepClimate, deeptechs são empresas que desenvolvem soluções baseadas em pesquisa científica, inovação tecnológica profunda e alto rigor técnico, geralmente com ciclos de desenvolvimento mais longos e forte integração entre ciência e aplicação prática. Diferentemente de soluções puramente digitais ou incrementais, deeptechs atuam na resolução de desafios complexos, como mudanças climáticas, uso da terra e descarbonização, por meio de metodologias robustas, validação técnica e tecnologias escaláveis.


Sobre o estudo


O Panorama DeepClimate Brasil tem como objetivo gerar informações qualificadas sobre soluções deeptech voltadas à agenda climática, ampliando a visibilidade de negócios que atuam na interseção entre ciência, tecnologia e descarbonização. A ESGpec fez parte do conjunto de deeptechs mapeadas que serviram de base para o estudo, contribuindo para o retrato atual das inovações climáticas em desenvolvimento e em escala no país.


Principais insights do Panorama DeepClimate Brasil 2025


O Panorama DeepClimate Brasil 2025 revela um ecossistema de deeptechs climáticas em rápida expansão, ainda em processo de consolidação. O estudo identificou 254 deeptechs climáticas, o equivalente a cerca de 26% de todas as deeptechs mapeadas nacionalmente pelo mais recente Deep Tech Radar Brasil 2025 (Emerge), indicando que a agenda climática já ocupa papel central na inovação científica e tecnológica brasileira.


Entre os principais achados, destaca-se a relevância de soluções voltadas ao uso da terra, descarbonização da agricultura e soluções baseadas na natureza, eixo no qual a ESGpec está inserida. Esse conjunto de iniciativas representa cerca de um terço das deeptechs mapeadas, refletindo o papel estratégico do setor agropecuário para a transição climática do Brasil.


O estudo também evidencia que o ecossistema de deeptechs climáticas brasileiras é majoritariamente composto por soluções ainda em consolidação de mercado, com forte base científica, mas que enfrentam desafios para ampliar validações aplicadas e inserção comercial. Infraestrutura para testes em ambiente real, parcerias estratégicas e mecanismos de certificação aparecem como entraves recorrentes.


Um destaque do Panorama é a forte presença de bases tecnológicas digitais avançadas, como inteligência artificial, ciência de dados e plataformas analíticas, evidenciando o papel central dessas tecnologias na viabilização de soluções climáticas escaláveis e adaptadas à realidade brasileira.


Apesar dos desafios, 73% das deeptechs demonstram interesse em captar investimento nos próximos 12 meses, sinalizando um ecossistema em amadurecimento e com demanda crescente por capital paciente e estratégias de crescimento.


Outro ponto relevante do Panorama é a concentração geográfica das deeptechs no eixo Sudeste–Sul, acompanhada, porém, pelo surgimento de pólos emergentes no Nordeste e Centro-Oeste, regiões estratégicas para a agricultura tropical e sistemas produtivos de base natural, contexto no qual a ESGpec já atua, com aplicações em diferentes estados e biomas brasileiros.


Ao tornar públicas essas análises, o Panorama DeepClimate reforça o papel do Brasil como potencial protagonista global em inovação climática de base científica, desde que consiga transformar ciência aplicada em soluções escaláveis, conectadas ao mercado e integradas às políticas públicas e à agenda internacional de clima.


O estudo completo do Panorama DeepClimate Brasil 2025 está disponível em: https://www.deepclimate.com.br/


Com a inclusão no Panorama DeepClimate Brasil 2025, a ESGpec reforça seu posicionamento como uma deeptech climática brasileira, comprometida com a geração de dados confiáveis, rastreabilidade e soluções escaláveis para a transição sustentável da pecuária.

Sobre a ESGpec


A ESGpec é uma deeptech brasileira que desenvolve soluções digitais baseadas em ciência de dados e inteligência artificial para a mensuração, análise e gestão de indicadores ESG na cadeia do leite. Seu portfólio inclui ferramentas como o PEC Calc (pegada de carbono), BEA Score (bem-estar animal), ESG Farm Score (avaliação ESG 360O) e a plataforma analítica PEC Map, utilizadas por laticínios, cooperativas, certificadoras, programas de assistência técnica e produtores.


Atualmente, as soluções da ESGpec já foram aplicadas em mais de 700 fazendas, distribuídas em nove estados brasileiros, por meio de diferentes módulos de avaliação, que incluem bem-estar animal, diagnóstico ESG e mensuração da pegada de carbono. Essas aplicações abrangem distintos biomas: Mata Atlântica, Cerrado, Caatinga e Pampa.


No primeiro ciclo completo de mensuração da pegada de carbono do leite, realizado em propriedades com dados completos para Avaliação do Ciclo de Vida por meio do PEC Calc, a média observada foi de 1,21 kg de CO₂ equivalente por kg de FPCM. Esse indicador expressa a intensidade de emissões associadas à produção de leite, padronizada por meio do conceito de Fat and Protein Corrected Milk (FPCM), que ajusta o volume produzido conforme o teor de gordura e proteína, permitindo comparações técnicas entre diferentes sistemas produtivos. A produtividade média das fazendas avaliadas foi de 21,6 kg de leite por vaca por dia, evidenciando o potencial da pecuária brasileira quando avaliada com rigor técnico e metodológico.


Além do desenvolvimento tecnológico, a ESGpec atua na articulação do ecossistema por meio do Despertar Regenerativo, uma comunidade colaborativa voltada ao compartilhamento de conhecimento, dados e práticas sustentáveis na pecuária leiteira, e do ESGpec Synergy, programa que aproxima universidades, pesquisadores e instituições de ensino do uso aplicado das ferramentas da empresa em projetos de ensino, pesquisa e extensão.


A startup já participou de programas relevantes de aceleração e desenvolvimento, como Acelera ESG, Inova Cerrado, Hangar Mulheres, Capital Empreendedor, Casale Startups e InovAtiva de Impacto, no qual foi reconhecida como Startup Destaque em Meio Ambiente e Sustentabilidade. Em 2025, uma de suas cofundadoras, Heloise Duarte, foi premiada no Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria Ciência e Tecnologia (MG).


A ESGpec também esteve presente na COP30, em Belém, como imprensa credenciada, por meio de sua cofundadora, que atuou como colunista de sustentabilidade da Revista Leite Integral, Bruna Silper,  acompanhando debates globais sobre clima, agricultura e adaptação, e reforçando o alinhamento da empresa com a agenda climática internacional.


Ao integrar indicadores de pegada de carbono, bem-estar animal e ESG, a ESGpec traduz metodologias internacionais para a realidade produtiva brasileira e apoia empresas e produtores na tomada de decisão baseada em dados, contribuindo para a transição sustentável da pecuária.


Panorama DeepClimate Brasil 2025

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