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Bruna Silper representa a ESGpec no Agtech Meeting da PWC e conecta tecnologia e confiança aos desafios da cadeia do leite

há 8 minutos
4 min de leitura

Participação da CEO e cofundadora aproxima os debates sobre rastreabilidade, competitividade e sustentabilidade do trabalho da startup com dados da pecuária leiteira


Bruna

Bruna no Agtech Meeting 20026


A tecnologia amplia a capacidade da cadeia do leite de conhecer sua produção, melhorar práticas e demonstrar resultados. Essa conexão orientou o olhar de Bruna Silper, da ESGpec, durante a 12ª edição do Agtech Meeting, realizada em 21 de outubro, em Piracicaba (SP). Promovido pelo PwC Agtech Innovation, o encontro reuniu discussões sobre as relações entre geopolítica, economia e tecnologia e seus efeitos sobre o agronegócio.


Para a ESGpec, que desenvolve soluções para apoiar a agenda ambiental, social e de governança na pecuária leiteira, os temas trouxeram ainda mais relevância ao foco da startup: como transformar os dados das fazendas em informações úteis para produtores, técnicos e laticínios, capazes de orientar decisões e dar transparência às condições de produção?


Nas anotações de Bruna, a confiança aparece como um elo entre diferentes debates. Rastreabilidade, qualidade, sustentabilidade e gestão de riscos se conectam à capacidade de conhecer fornecedores, acompanhar práticas e apresentar evidências sobre a produção. Na cadeia do leite, esse desafio envolve aproximar as informações geradas nas propriedades das decisões de quem presta assistência técnica e dos responsáveis pela compra, beneficiamento e comercialização dos lácteos.


Tecnologia na pauta de quem decide


Na abertura do evento, Tania Cosentino, conselheira do ICC e da WEG, destacou o papel da tecnologia nas decisões das empresas do agro. “Tecnologia não é tema de TI”, afirmou, em uma reflexão sobre a necessidade de incluir o assunto na pauta dos conselhos e da alta gestão.

Sua abordagem destacou os elos entre produtividade, resiliência e confiança. Ao tratar das oportunidades e responsabilidades associadas aos acordos internacionais, Tania apontou a relevância da rastreabilidade ao longo da cadeia de fornecedores. A discussão trouxe ainda mais destaque para a inovação: além de ganhos na operação, a tecnologia pode apoiar a demonstração de como se produz e de como os recursos são utilizados.


Esta relação entre informação, gestão e transparência está conectada ao trabalho que a ESGpec vem desenvolvendo no setor leiteiro. Calcular a pegada de carbono, avaliar o bem-estar animal e organizar indicadores são etapas que ajudam a conhecer a realidade de cada propriedade e identificar oportunidades de melhoria, ao mesmo tempo em que se gera inteligência sobre a cadeia de fornecimento.


Valor que começa nas informações da fazenda


As discussões sobre proteína animal também chamaram a atenção de Bruna para as possibilidades de agregar valor ao produto por meio da qualidade, da rastreabilidade e da sustentabilidade. Hoje, temos tecnologia para agregar valor que vai além dos produtos de nicho, com investimentos nas cadeias produtivas.


“A tecnologia pode ajudar o setor a enfrentar estigmas, quando damos transparência às condições de produção e mostramos, com dados, onde já evoluímos e onde ainda precisamos melhorar. Também há oportunidades de agregar valor com garantia de qualidade, rastreabilidade e práticas sustentáveis comprovadas. Na pecuária leiteira, isso significa utilizar informações a nível de fazenda tanto para apoiar a gestão interna quanto para aproximar e dar confiança para o consumidor.”

Outra discussão que teve destaque foi o acúmulo de novas demandas sobre as propriedades e a necessidade de acompanhar e comprovar a adoção das práticas solicitadas. Isso se soma à necessidade de devolutivas para o produtor a respeito das informações que foram coletadas, para que ele possa atuar e gerar benefício para seu negócio e para o setor.


A ESGpec atua nesse espaço com ferramentas como o PEC Calc, voltado ao cálculo da pegada de carbono, o BEA Score, para diagnóstico de bem-estar animal, e o PEC Map, que reúne indicadores de sustentabilidade, análises e relatórios. A combinação dessas informações pode apoiar tanto a avaliação de propriedades individuais quanto a análise de conjuntos de fazendas.


Da discussão global à realidade do leite


Com o tema “A força das convergências: geopolítica, economia e tecnologia no novo mapa do Agro”, o Agtech Meeting propôs uma reflexão sobre as constantes mudanças que impactam mercados e cadeias produtivas. Para a ESGpec, acompanhar essas discussões ajuda a relacionar as demandas da agropecucária aos desafios de mensuração e gestão na pecuária leiteira.


A presença de Bruna no encontro se insere nessa aproximação entre o campo, a ciência e o ambiente de inovação. As questões registradas por ela apontam para um objetivo concreto: tornar os dados úteis para quem produz e também para quem gera valor a partir das informações sobre origem e condições de produção.


“Cada um de nós é parte da ponte entre o passado e o futuro”, afirmou Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e professor emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV), durante o evento. Na cadeia do leite, essa construção passa por criar oportunidades para que produtores, técnicos e laticínios possam agir na mesma direção e com base em informações atuais e consistentes.

Sobre a ESGpec


A ESGpec é uma startup mineira que desenvolve soluções tecnológicas para apoiar a sustentabilidade na pecuária leiteira. Cofundada por Bruna Figueiredo Silper e Heloise Duarte, integra ferramentas de cálculo da pegada de carbono, diagnóstico de bem-estar animal e análise de indicadores para apoiar produtores, técnicos, pesquisadores e empresas. Também promove o Despertar Regenerativo, iniciativa de acesso a ferramentas e troca de conhecimentos sobre a agenda ESG na atividade leiteira.


Informações: www.esgpec.com.br


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