Da área abandonada ao segundo lugar no Prêmio Fazenda Sustentável Globo Rural: a história da Fazenda Sertãozinho
As avaliações da ESGpec em pegada de carbono, bem-estar animal e práticas ESG integraram a candidatura da fazenda mineira ao prêmio, e sua trajetória também foi tema de reportagem especial da Globo Rural.
Em 2005, o engenheiro agrônomo Andrés Rojas comprou uma propriedade rural abandonada em Virgínia, no sul de Minas Gerais. Depois de construir carreira no meio empresarial, levou para a pecuária leiteira uma visão de gestão que combina metas, indicadores e atenção aos detalhes da operação.
Duas décadas depois, a Fazenda Sertãozinho produz cerca de 6 mil litros de leite por dia e conquistou o segundo lugar entre as médias propriedades no Prêmio Fazenda Sustentável, da Globo Rural 2026. A história foi contada na reportagem “Produtor transforma área abandonada em fazenda com alta produtividade de leite”, publicada em 7 de outubro.

A experiência empresarial de Andrés aparece hoje na forma como a propriedade organiza seus processos e acompanha os resultados. A fazenda também incorporou tecnologias de monitoramento do rebanho e de genética, além de práticas voltadas ao bem-estar animal e à eficiência produtiva.
A Sertãozinho tem 145 vacas em lactação, com produção média de aproximadamente 12 mil litros por animal ao ano. A propriedade mantém ainda 328 hectares de área preservada, onde estão mais de 40 nascentes. Entre as práticas adotadas estão o uso de energia solar, o reaproveitamento da água e a destinação de resíduos orgânicos para fertirrigação e compostagem.
Uma parceria que amplia a visão
A parceria com Andrés também é uma oportunidade de troca para a ESGpec. À frente de uma fazenda que reúne resultados em produtividade, tecnologia, bem-estar animal e sustentabilidade, ele traz para as conversas questionamentos sobre os desafios e as decisões da atividade leiteira.
Na análise citada pela Globo Rural, realizada com base radar do ESG Farm Score, a fazenda alcançou desempenho máximo nos pilares de cuidados com os animais, mercado, economia rural, segurança e qualidade do produto, qualidade e retençao do solo e mitigação de gases de efeito estufa. Nas notas gerais obteve 9,08 de 10 no BEA Score e 9,20 de 10 no ESG Farm Score. A pegada de carbono ficou próxima de 1 kg CO₂e/kg FPCM, valor de referência considerado na análise.
Heloise Duarte, COO da ESGpec, participou das análises da Fazenda Sertãozinho. Sobre a parceria com Andrés, ela comenta: “Ter o Andrés como parceiro é muito valioso para nós. Ele traz uma visão empresarial ampla e questionamentos de quem está à frente de uma fazenda que busca excelência em várias áreas. Essa troca nos ajuda a enxergar os desafios da atividade por uma perspectiva mais completa.”
Bruna Silper, CEO da ESGpec, comenta o que as avaliações permitem compreender sobre a sustentabilidade da fazenda: “Na Sertãozinho, conseguimos olhar para diferentes dimensões da sustentabilidade a partir de dados e práticas da própria fazenda. Esse tipo de avaliação ajuda a reconhecer o que já está sendo feito e a identificar pontos que podem orientar as próximas decisões.”
Andrés resume à Globo Rural a importância da gestão cotidiana: “Nessa atividade, só sobrevive quem é eficiente. E, para isso, é preciso adotar uma cultura voltada a vários aspectos da rotina da fazenda.”

As análises da ESGpec integraram a candidatura da Fazenda Sertãozinho ao Prêmio Fazenda Sustentável e ajudaram a demonstrar, com dados, o trabalho desenvolvido em diferentes dimensões da sustentabilidade. Agora, Andrés tem um novo objetivo: ampliar a produção para 10 mil litros de leite por dia em dois anos, sem comprar animais.
Leia também: Em matéria da coluna Sustentabilidade Integral, da Revista Leite Integral, a ESGpec já havia apresentado tecnologias e práticas da Fazenda Sertãozinho, incluindo o cálculo da pegada de carbono e o ESG Farm Score. Leia a matéria.
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